domingo, 23 de agosto de 2009

Entrando no clima de volta as aulas...


Jornalismo: a melhor profissão do mundo.

"Há uns cinqüenta anos não estavam na moda escolas de jornalismo. Aprendia-se nas redações, nas oficinas, no botequim do outro lado da rua, nas noitadas de sexta-feira. O jornal todo era uma fábrica que formava e informava sem equívocos e gerava opinião num ambiente de participação no qual a moral era conservada em seu lugar.
Não haviam sido instituídas as reuniões de pauta, mas às cinco da tarde, sem convocação oficial, todo mundo fazia uma pausa para descansar das tensões do dia e confluía num lugar qualquer da redação para tomar café. Era uma tertúlia aberta em que se discutiam a quente os temas de cada seção e se davam os toques finais na edição do dia seguinte. Os que não aprendiam naquelas cátedras ambulantes e apaixonadas de vinte e quatro horas diárias, ou os que se aborreciam de tanto falar da mesma coisa, era porque queriam ou acreditavam ser jornalistas, mas na realidade não o eram.
O jornal cabia então em três grandes seções: notícias, crônicas e reportagens, e notas editoriais. A seção mais delicada e de grande prestígio era a editorial. O cargo mais desvalido era o de repórter, que tinha ao mesmo tempo a conotação de aprendiz e de ajudante de pedreiro. O tempo e a profissão mesma demonstraram que o sistema nervoso do jornalismo circula na realidade em sentido contrário. Dou fé: aos 19 anos, sendo o pior dos estudantes de direito, comecei minha carreira como redator de notas editoriais e fui subindo pouco a pouco e com muito trabalho pelos degraus das diferentes seções, até o nível máximo de repórter raso.
A prática da profissão, ela própria, impunha a necessidade de se formar uma base cultural, e o ambiente de trabalho se encarregava de incentivar essa formação. A leitura era um vício profissional. Os autodidatas costumam ser ávidos e rápidos, e os daquele tempo o fomos de sobra para seguir abrindo caminho na vida para a melhor profissão do mundo - como nós a chamávamos. Alberto Lleras Camargo, que foi sempre jornalista e duas vezes presidente da Colômbia, não tinha sequer o curso secundário.
A criação posterior de escolas de jornalismo foi uma reação escolástica contra o fato consumado de que o ofício carecia de respaldo acadêmico. Agora as escolas existem não apenas para a imprensa escrita como para todos os meios inventados e por inventar. Mas em sua expansão varreram até o nome humilde que o ofício teve desde suas origens no século XV, e que agora não é mais jornalismo, mas Ciências da Comunicação ou Comunicação Social.
O resultado não é, em geral, alentador. Os jovens que saem desiludidos das escolas, com a vida pela frente, parecem desvinculados da realidade e de seus problemas vitais, e um afã de protagonismo prima sobre a vocação e as aptidões naturais. E em especial sobre as duas condições mais importantes: a criatividade e a prática.
Em sua maioria, os formados chegam com deficiências flagrantes, têm graves problemas de gramática e ortografia, e dificuldades para uma compreensão reflexiva dos textos. Alguns se gabam de poder ler de trás para frente um documento secreto no gabinete de um ministro, de gravar diálogos fortuitos sem prevenir o interlocutor, ou de usar como notícia uma conversa que de antemão se combinara confidencial.
O mais grave é que tais atentados contra a ética obedecem a uma noção intrépida da profissão, assumida conscientemente e orgulhosamente fundada na sacralização do furo a qualquer preço e acima de tudo. Seus autores não se comovem com a premissa de que a melhor notícia nem sempre é a que se dá primeiro, mas muitas vezes a que se dá melhor. Alguns, conscientes de suas deficiências, sentem-se fraudados pela faculdade onde estudaram e não lhes treme a voz quando culpam seus professores por não lhes terem inculcado as virtudes que agora lhes são requeridas, especialmente a curiosidade pela vida.
É certo que tais críticas valem para a educação geral, pervertida pela massificação de escolas que seguem a linha viciada do informativo ao invés do formativo. Mas no caso específico do jornalismo parece que, além disso, a profissão não conseguiu evoluir com a mesma velocidade que seus instrumentos e os jornalistas se extraviaram no labirinto de uma tecnologia disparada sem controle em direção ao futuro.
Quer dizer: as empresas empenharam-se a fundo na concorrência feroz da modernização material e deixaram para depois a formação de sua infantaria e os mecanismos de participação que no passado fortaleciam o espírito profissional. As redações são laboratórios assépticos para navegantes solitários, onde parece mais fácil comunicar-se com os fenômenos siderais do que com o coração dos leitores. A desumanização é galopante.
Não é fácil aceitar que o esplendor tecnológico e a vertigem das comunicações, que tanto desejávamos em nossos tempos, tenham servido para antecipar e agravar a agonia cotidiana do horário de fechamento.
Os principiantes queixam-se de que os editores lhes concedem três horas para uma tarefa que na hora da verdade é impossível em menos de seis, que lhes encomendam material para duas colunas e na hora da verdade lhes concedem apenas meia coluna, e no pânico do fechamento ninguém tem tempo nem ânimo para lhes explicar por que, e menos ainda para lhes dizer uma palavra de consolo.
"Nem sequer nos repreendem", diz um repórter novato ansioso por ter comunicação direta com seus chefes. Nada: o editor, que antes era um paizão sábio e compassivo, mal tem forças e tempo para sobreviver ele mesmo ao cativeiro da tecnologia.
A pressa e a restrição de espaço, creio, minimizaram a reportagem, que sempre tivemos na conta de gênero mais brilhante, mas que é também o que requer mais tempo, mais investigação, mais reflexão e um domínio certeiro da arte de escrever. É, na realidade, a reconstituição minuciosa e verídica do fato. Quer dizer: a notícia completa, tal como sucedeu na realidade, para que o leitor a conheça como se tivesse estado no local dos acontecimentos.
O gravador é culpado pela glorificação viciosa da entrevista. O rádio e a televisão, por sua própria natureza, converteram-na em gênero supremo, mas também a imprensa escrita parece compartilhar a idéia equivocada de que a voz da verdade não é tanto a do jornalista que viu como a do entrevistado que declarou. Para muitos redatores de jornais, a transcrição é a prova de fogo: confundem o som das palavras, tropeçam na semântica, naufragam na ortografia e morrem de enfarte com a sintaxe.
Talvez a solução seja voltar ao velho bloco de anotações, para que o jornalista vá editando com sua inteligência à medida que escuta, e restitua o gravador a sua categoria verdadeira, que é a de testemunho inquestionável. De todo modo, é um consolo supor que muitas das transgressões da ética, e outras tantas que aviltam e envergonham o jornalismo de hoje, nem sempre se devem à imoralidade, mas igualmente à falta de domínio do ofício.
Talvez a desgraça das faculdades de Comunicação Social seja ensinar muitas coisas úteis para a profissão, porém muito pouco da profissão propriamente dita. Claro que devem persistir em seus programas humanísticos, embora menos ambiciosos e peremptórios, para ajudar a constituir a base cultural que os alunos não trazem do curso secundário.
Entretanto, toda a formação deve se sustentar em três vigas mestras: a prioridade das aptidões e das vocações, a certeza de que a investigação não é uma especialidade dentro da profissão, mas que todo jornalismo deve ser investigativo por definição, e a consciência de que a ética não é uma condição ocasional, e sim que deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.
O objetivo final deveria ser o retorno ao sistema primário de ensino em oficinas práticas formadas por pequenos grupos, com um aproveitamento crítico das experiências históricas, e em seu marco original de serviço público. Quer dizer: resgatar para a aprendizagem o espírito de tertúlia das cinco da tarde.
Um grupo de jornalistas independentes estamos tratando de fazê-lo, em Cartagena de Indias, para toda a América Latina, com um sistema de oficinas experimentais e itinerantes que leva o nome nada modesto de Fundação do Novo Jornalismo Ibero-Americano. É uma experiência piloto com jornalistas novos para trabalhar em alguma especialidade - reportagem, edição, entrevistas de rádio e televisão e tantas outras - sob a direção de um veterano da profissão."
A mídia faria bem em apoiar essa operação de resgate. Seja em suas redações, seja com cenários construídos intencionalmente, como os simuladores aéreos que reproduzem todos os incidentes de vôo, para que os estudantes aprendam a lidar com desastres antes que os encontrem de verdade atravessados em seu caminho. Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade.
Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."

Gabriel García Márquez.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

analisando (por Mariana Debarba)


Algumas pessoas não deveriam morrer. Ou que, pelo menos vivessem muito tempo, tanto tempo que já tivessem feito tudo de bom que pudessem e mais um pouco. Eu sei que todos têm os mesmos direitos, e que se a pessoa foi embora é pq aos olhos de Deus já tinha cumprido sua missão aqui na Terra. Se alguém não pensa desse modo, me desculpe, mas é que às vezes canso de ser imparcial. Voltando ao assunto, esse mundo precisa de pessoas boas e quando essas se vão, eu fico pensando onde nós vamos parar. Esse mundo ainda tem jeito? Se as pessoas boas são perseguidas, caluniadas, difamadas e trapaceadas, o que mais falta acontecer? Eu sei que desde que o mundo é mundo há a maldade, porém não posso deixar de assumir que alguém que faz o bem a um número considerável de pessoas e apóia grandes causas sem muitas divulgações, merece respeito. Independente do que faça com o seu cabelo ou com quem tenha se casado.
As pessoas constantemente julgam, mas não são capazes de aceitar julgamento. Elas estão preocupadas em analisar a vida alheia, esquecem que também falham e que todos tem seu ponto fraco. Querem expor o próprio ponto de vista, mas não estão dispostas a ouvir o do outro e entender porque ele chegou àquela conclusão. Acreditam no que as convém e querem sempre que o próximo compartilhe da mesma idéia, mas pontos de visões diferentes existem e experiências também.
MAS como toda regra tem sua exceção, ainda existem pessoas que são compreensivas. Porém eu quero dividir com vocês uma pergunta: compreensão demais também cansa? No momento que você cai em si, percebe o rumo que sua vida tomou e que não está satisfeito com algumas coisas, é realmente a hora de fazer algo para mudar? Largar de mão? Ás vezes acredito que, sinto tanta falta de não sentir falta, que prefiro surtar, ser egoísta. É sentir tanta falta que a falta já vira hábito e você já não sente mais falta de alguma coisa ou alguém. É cansar de querer não sentir mais falta e poder tapar os buracos que a falta ocupou. Não queria confundir que está lendo, nem repetir tanto essa palavra “falta”, mas é inevitável. Ás vezes é tanta falta, que falta imaginação para pensar o que pode acontecer ou o que provavelmente acontecerá quando a falta for embora. Ela se aconchegou e fez de mim seu ninho.
Tem uma música que fala um pouco disso: “Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia. Falta tanta coisa na memória, como o rosto dela. Falta tanto tempo no relógio, quanto uma semana. Sobra tanta falta de paciência, que me desespero. Sobram tantas meias-verdades, que guardo pra mim mesmo. Sobram tantos medos, que nem me protejo mais. Sobra tanto espaço dentro do abraço. Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo. Sei lá, se o que me deu foi dado. Sei lá, se o que me deu já é meu. Sei lá, se o que me deu foi dado ou se é seu”.


Isso passa. Eu domino meus sonhos e sentir falta de algo que DESEJAMOS é a prova que aquilo um dia vai ser seu. Se você quiser, é claro.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Frustração

As crianças são o alvo da publicidade, pois as mesmas não têm a capacidade de discernimento, para poder distinguir o poder persuasão que há em uma simples e “ingênua” publicidade.

Quando crianças, através das incessantes propagandas, somos instigados a desejar tal objeto, entretanto, nem sempre nossos pais tem condições para comprar, e com isso ficamos frustrados por não ter determinado brinquedo, e crescemos com aquilo em nosso inconsciente.

Ao chegar na fase adulta e com esforço de seu trabalho, você consegue obter sua independência financeira e acha que com isso poderá ter tudo aquilo que você almejava quando criança, entretanto, as coisas já não são como antes, mais você parece não enxergar, pois ao atingir tal “posição” surgem outros valores, como responsabilidades e prioridades, e que às vezes são ignorados, e o que tem mais importância é aquele vídeo game de seus sonhos.

E é a partir dessa frustração, que quando temos a possibilidade de conseguir tal “objeto”, às vezes deixamos de lado nossas responsabilidades e prioridades. Mas não é sempre podemos ter aquilo na hora que desejamos, mas não é por isso que vamos bancar o “coitadinho” e nem se sentir um “merda” perante os outros, pelo fato de que a vida não lhe deu tais oportunidades, o que devemos fazer é correr atrás de nossos objetivos, batalhar sempre, para que consigamos tudo que tanto queremos e nunca desistir mesmo que haja obstáculos em nosso caminho.


O importante não é o ter, e sim o ser... Pense nisso.



By: Rafaelle Monteiro

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Relacionamento em crise?

Se um relacionamento não anda bem, o melhor a se fazer é ter uma boa conversa, e se ainda assim não obter nenhum resultado e melhor terminar do que ficar empurrando com a barriga, fingindo que está tudo bem.

Na minha concepção quando assumimos um relacionamento sério com alguém, seja ele namoro ou casamento, esperamos que sejamos fiéis um para com o outro, respeitados, compreendidos, e acima de tudo amados. Entretanto, o que podemos ver hoje em dia, são pessoas que não estão “nem aí” com o sentimento dos outros, e adotam como uma filosofia de vida o seguinte ditado: O que os olhos não vêem o coração não sente, partindo desse pressuposto vocês já imaginam do que eu estou falando. E ainda tem a audácia de falar que fazem tal coisa porque querem aproveitar a vida, querem ter outras experiências, para poder ter certeza, de que está com pessoa certa... Mas, oras, se queres aproveitar a vida, curtir novas experiências, até achar a “pessoa certa”, ou se já está de “saco cheio” e melhor que fique solteiro(a), ou que tenha um relacionamento aberto.

Por mais que sua relação esteja desgastada isso não é desculpa, o certo é não iludir a outra pessoa, pois hoje você a faz com o seu “brinquedo”, amanha você pode estar nesta posição e não terá o direito de reclamar. Não faça com o outro, aquilo que não queremos que façam conosco.

Eu acho que quando temos uma pessoa que nos completa em todos os sentidos, não precisamos sair por aí, ou por uma eventualidade qualquer, ficar com outro alguém, afinal o mais interessante não é sair ficando com ”geral”, mas sim, ter ao nosso lado alguém que nos dará amor incondicional sem exigir nada em troca, ter alguém que vai cuidar de você, que vai telefonar só pra dizer bom dia, ter um colo em que possamos chorar, uma mão para enxugar nossas lágrimas, pois é sempre bom ter a nosso lado pessoas que amamos, que nos fazem bem, que tem algo de bom para nos acrescentar. O ser humano tem a necessidade de sempre ter alguém do seu lado para lhe dar amor, carinho, atenção, mesmo aqueles mais turrões, que dizem que amar é bobagem, mas quem pensa assim, é por que nunca amou verdadeiramente.

Obs: Creio que esta carapuça lhe servirá, apesar de não concordar com essa atitude, conte comigo sempre, e saiba que eu gosto muito de ti.



Por Rafaelle Monteiro *-*

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amizade


Esse post dedico a todos os meus amigos. Vocês são os melhores amigos do mundo. Se hoje sou o que sou, foi porque cada um de vocês, que passou pela minha vida, contribuiu para minha formação como pessoa. Tenho ciência de que não tenho o mesmo contato de antes com alguns de vocês, porém podem ter certeza que jamais serão esquecidos. Amigos de verdade nunca dizem adeus, apenas trilham caminhos diferentes. A amizade é uma virtude, uma dádiva. Os amigos são peças preciosas, são nossa segunda família, a qual, Deus nos permite encontrar e escolher no decorrer de nossas vidas, para que assim possamos dividir momentos de alegrias, tristezas, sabedoria, angústias, felicidades... São esses momentos simples da vida, que aprendemos coisas incríveis, as quais levaremos para sempre. Só quero que saibam, que cada um vocês tem um lugarzinho em meu coração. Estarei sempre aqui para estender a mão quando for preciso, emprestar um ombro amigo, dar conselhos, puxões de orelha quando for necessário... Enfim eu só tenho a agradecer a Deus e a todos vocês. Valeu por vocês existirem, amigos.

Aos meus amigos

Certas coisas não se explicam, simplesmente acontecem. E quando você vê, já foi! Rápido como um piscar de olhos. Dias que não voltarão, sorrisos que não mais iguais serão, evolução. Outros sorrisos se abrirão, mais felizes [talvez], mas nunca iguais. Pessoas entram em nossas vidas quase todos os dias, mas não são todas que permanecem mesmo depois que se vão. Para aquelas pessoas que distantes estão e mesmo assim me lembro com grande gratidão [mesmo que eu não telefone, não procure] tenho que deixar bem claro que tudo valeu a pena, que foi incrível e nunca vou me esquecer. É porque já conseguiram deixar a grande marca da felicidade em meu coração. Não é por ingratidão. Amo Todos vocês que conseguiram um lugarzinho mais que especial no meu coração, mesmo que agora não seja como antes [o antes já foi o suficiente para ser eterno]. Não me arrependo de ter usado tanto o meu tempo com vocês!!!!



Por Rafaelle Monteiro *-*

quinta-feira, 18 de junho de 2009

amor. (POR MARIANA DEBARBA)

Não estou aqui para definir tal sentimento, muito menos perguntar o que as pessoas acreditam que ele seja (até pq esse assunto rende muitos outros textos). Apenas queria expressar o que sinto e, mostrar o que eu penso ser o elo mais importante ligando essas três meninas do blog: o amor.
Poderia ser pela profissão que escolhemos, pelos estudos, idéias que compartilhamos, conversas especiais que tivemos ou momentos que acreditamos ser únicos. Mas não é somente isso, vai além...
É o dar que nunca havíamos dado, falar e sentir por alguém o que nunca havíamos falado e sentido. É entender tudo o que passou e perceber que já passou e não era exatamente como acreditamos que fosse. É acreditar na renovação causada pelo sentimento, como um divisor de águas, uma nova fase que se inicia e vem para purificar toda a alma, dividir e causar paixão.
As palavras que compartilhamos são as mesmas, pois o sentimento é o mesmo. O sentimento que dura a eternidade, a minha eternidade. Eu quero acreditar nas minhas verdades, pois são elas que sustentam meus sonhos e vencem meus medos.
Gostaria que esse post não alcançasse outras definições, além daquela que tenho como objetivo... Gostaria que quem o lesse, entendesse bem o recado que estou passando.
Depois dos ‘grandes momentos’, nos olhamos e sabemos que algo diferente aconteceu, mesmo que ainda não tenhamos tocado no assunto. E quando uma faz algo previsível, mesmo antes dizendo que não faria, a outra zomba como se estivesse dizendo que o destino é uma coisa incrível mesmo.
Pois é, que dure sempre tudo isso que nós três compartilhamos e, toda vez que estejamos conversando, eu sinta a mesma coisa de sempre: cumplicidade, união, compreensão e companheirismo. O que está acontecendo em minha vida ultimamente, não serviu apenas para descobrir o meu amor, mas para perceber a infinidade de sentimentos peculiares que nos rondam. Quando dividem comigo o que sentem e o que vêem, me ajudam a perder o medo de arriscar e, as dúvidas ficam miúdas, pois mesmo sabendo que pode dar errado, “preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer”. (Luis Fernando Veríssimo).

Como a Rafa lembrou e a Ana concorda: para nós, todo o amor do mundo! E o nosso amor é o maior, sim... Nós queremos que seja!
Agora um poema que, para quem ainda não entendeu o que escrevi, deixa tudo mais objetivo. Sem destinatário claro, “deixo assim ficar subentendido...”. Contraditório ou não, conseguindo ou não, tentei com palavras colocar aqui o que estava preso em meu peito.

Soneto Do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante o humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante e te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente de um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente .

E de te amar assim, muito e amiúde é que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinícius de Moraes)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

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"Você deve ser o exemplo da mudança que deseja ver no mundo" Gandhi


"A questão mais política do momento é a espiritual. Se você resolver esse lado, se acreditar que bondade é ter coragem, que disciplina é liberdade, e compaixão é fortaleza, todo o resto vai se resolver... Nós não temos o nosso lado espiritual resolvido. Se tivessémos, não estariamos fazendo rock´n´roll. Para fazer a capa do disco As Quatro Estações, sabemos que cortaram uma árvore e tiraram a celulose. Se estivessemos realmente no caminho da iluminação, não precisávamos falar as coisas. Estávamos vivendo. Estaríamos trabalhando junto aos aidéticos ou com os menores abandonados. Mas eu ainda não tenho força para fazer isso - não sei nem se, algum dia, vou chegar a ter. Mas pelo menos, já chegamos ao ponto de perceber as questões e tentar passá-las adiante. Nós temos a oportunidade de usar os meios de comunicação". (Renato Russo, declaração de 1990)


(By M. Debarba)