domingo, 24 de janeiro de 2010

Enfim habilitada


É depois de duas tentativas frustradas em meio a uma semi-savana na ilha do governador, debaixo de um mormaço daqueles, em um local descampado sem nenhuma proteção contra sol ou chuva, com mato bem alto, juntamente com alguns animais disfarçados de examinadores, era onde eu me encontrava na manhã de sexta-feira do dia 15 de janeiro de 2010. Depois de esperar algumas horas chegou minha vez para fazer a prova prática, para conseguir a minha habilitação e desta vez eu estava mais confiante e também mais nervosa do que nunca, pois esta seria minha última chance, foi então que ao ser chamada para dar inicio a prova começou o nervosismo que mal conseguia conter. Entrei no carro ajeitei tudo, e a partir disso os quatros minutos para colocar e tirar o carro da vaga foi devidamente cronometrado e minha perna começou a tremer, fazia tanto barulho como uma bateria de escola de samba, mesmo com o calcanhar apoiado no chão. Mas graças a Deus fiz não só baliza, mas como todo percurso, seguindo todas as instruções que meu instrutor havia me dado, e sem perder nenhum ponto. E depois disso foi só correr para o abraço, pois já tinha conseguido obter minha habilitação. Já sei que muitos irão debochar dizendo que vão colocar postes de borrachas, que não vão sair quando eu estiver no volante, que sair comigo nem pensar, pois tem amor a vida, dentre outras coisas... Mais os mesmos que hoje falam isso, não sabem o dia de amanhã, o qual pode vir a precisar da mais nova motorista aqui... E se algum dia precisarem pode deixar, que farei questão de dar carona a vocês.

Por Rafaelle Monteiro

sábado, 12 de dezembro de 2009

O retorno - Mare

Poxa, faz tanto tempo que não posto aqui...
Mas hoje não vou tirar o atraso dos meus posts, quero mesmo é deixar um texto que me apaixonei. É uma carta do livro "Olhai os lírios do campo" de Érico Veríssimo. Espero que todos gostem.


" Meu querido: o Dr. Teixeira Torres acha que a intervenção deve ser feita imediatamente e daqui a pouquinho tenho que ir para o hospital. Não sei por que me veio a idéia de que posso morrer na mesa de operações e aqui estou te escrevendo porque não me perdoaria a mim mesma se fosse embora desta vida sem te dizer umas quantas coisas que não te diria se estivesse viva. Há pouco sentia dores horríveis, mas agora estou sob ação da morfina e é por isto que encontro alguma tranqüilidade para conversar contigo. Mas estarei mesmo tranqüila? Acho que sim. Decerto é a esperança de que tudo corra bem e que daqui a quinze dias eu esteja de novo no meu quarto, com a nossa filha, e meio rindo e meio chorando venha reler e rasgar esta carta, que então me parecerá muito tola e ao mesmo tempo muito estranha. Quero falar de ti. Lembra-te daquela tarde em que nos encontramos nas escadas da faculdade? Mal no conhecíamos, tu me cumprimentaste com timidez, eu te sorri um pouco desajeitada e cada qual continuou o seu caminho. Tu naturalmente me esqueceste no instante seguinte, mas eu continuei pensando em ti e não sei por que fiquei com a certeza de que ainda haverias de ter uma grande, uma imensa importância na minha vida. São pressentimentos misteriosos que ninguém sabe explicar. Hoje tens tudo quanto sonhava: posição social, dinheiro, conforto, mas no fundo te sentes ainda bem como aquele Eugênio indeciso e infeliz, meio desarvorado e amargo que subia as escadas do edifício da faculdade, envergonhado de sua roupa surrada. Continuou em ti a sensação de inferioridade (perdoa que te fale assim), o vazio interior, a falta de objetivos maiores. Começas agora a pensar no passado com uma pontinha de saudade, com um pouquinho de remorso. Tens tido crises de consciência, não é mesmo? Pois ainda passarás horas mais amargas e eu chego até a amar o teu sofrimento, porque dele, estou certa, há de nascer o novo Eugênio.
Uma noite me disseste que Deus não existia porque em mais de vinte anos de vida não O pudeste encontrar. Pois até nisso se manifesta a magia de Deus. Um ser que existe mas é invisível para uns, mal e mal perceptível para outros e duma nitidez maravilhosa para os que nasceram simples ou adquiriram simplicidade por meio do sofrimento ou duma funda compreensão da vida. Dia virá em que em alguma volta de teu caminho há de encontrar Deus. Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno. Eles se preocupam tanto com Deus como o melhor dos deístas. O argumento mais fraco que tenho contra o ateísmo é que ele é absolutamente inútil e estéril; não constrói nada, não explica nada, não leva a coisa nenhuma. Se soubesses como tenho confiança em ti, como tenho certeza na tua vitória final...
Deixo-te Anamaria e fico tranqüila. Já estou vendo vocês dois juntos e muito amigos na nova vida, caminhando de mãos dadas. Pensa apenas nisto: há nela muito de mim e principalmente muito de ti. Anamaria parece trazer escrito no rosto o nome do pai. É uma marca de Deus, Genoca, compreende bem isto. Vais contunuar nela: é como se te fosse dado modelar, com o barro de que foste feito, um novo Eugênio.
Quando eu estava ainda em Nova Itália. Li muitas vezes o teu nome ligado ao do teu sogro em grandes negócios, sindicatos, monopólios e não sei mais quê. Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles? Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio, leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam, e no entanto nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles. Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu. Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”. Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo.
Quando falo em conquista, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação. E quando falo em aceitar a vida não me refiro à aceitação resignada e passiva de todas as desigualdades, malvadezas, absurdos e misérias do mundo. Refiro-me, sim, à aceitação da luta necessária, do sofrimento que essa luta nos trará, das horas amargas a que ela forçosamente nos há de levar. Precisamos, portanto, de criaturas de boa vontade. E de homens fortes como esse teu amigo Filipe Lobo, que seria um campeão de nossa causa se orientasse a sua ambição, o seu ímpeto construtor e a sua coragem num sentido social e não apenas egoisticamente pessoal. Não sei, querido, mas acho que estou febril. Este entusiasmo, portanto, vai por conta da febre. Ouço agora um ruído. Deve ser a ambulância que vem me buscar. Senti um calafrio e parece que minha coragem teve um pequeno desfalecimento. Estás vendo o tremor de minha letra? É que sou humana, Genoca, profundamente humana, tão humana que te confesso corando um pouco (apesar dos trinta anos e da profissão) que antes de ir para o hospital eu quisera beijar-te muito e muito.
Anamaria fica com D. Frida. Sei que depois, se eu morrer, virás buscá-la para a nova vida.
Reli o que acabo de escrever. Estou fazendo um esforço danado para não chorar. Tolice! Espero que tudo corra bem e que dentro de duas semanas eu esteja queimando esta carta que já agora me parece um pouco melodramática. Antes que me esqueça: na gaveta da cômoda há um maço de cartas que te escrevi de Nova Itália expressamente para “não te mandar”. Agora pode lê-las todas. Não encontrarás nada do meu passado, do qual nunca te falei e sobre o qual tiveste a delicadeza de não fazer perguntas. É pena. Gostaria que soubesses tudo, que visses como minha vida já foi feia e escura e como lutei e sofri para encontrar a tranqüilidade, a paz de Deus.
Adeus. Sempre aborreci as cartas de romance que terminam de modo patético. Mas permite que eu escreva.

Tua para a eternidade. Olívia"

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Rafa postou algo sobre procrastinar e não escreveu mais nada, que dizer continuou procrastinando (leiam o post anterior). Não vou falar de você amiga.
Alguns meses atrás eu estava assistindo ao VMB e percebi que a Internet esta invadindo a TV de uma forma muito rápida, esse ano na premiação, teve a escolha do melhor twitter, como assim? Como escolher a melhor pág nesse site de relacionamento? Não sei os critérios usados, mas achei um absurdo, teve a escolha do melhor blog, uma das apresentadoras da MTV era uma das mais acessadas na Internet e ganhou um emprego de VJ, o programa ‘Mais Você’ e vários outros programas da TV tem uma pág no twitter. Em meio a isso tudo existe o telespectador, que acaba usando desses meios também para estar mais próximo da realidade virtual e se adaptar ao meio em que ele vive. E por conta disso muitas dessas pessoas acabam procrastinando em frente ao computador, só vendo coisas inúteis, sendo manipuladas pelos meios de comunicação, formando a opinião dos indivíduos.
As pessoas aceitam isso por não terem boa educação, por não ser de interesse de ninguém, é bem mais fácil controlar uma sociedade alienada do que uma educada. Por conta disso as pessoas perdem boas oportunidades de fazerem uma faculdade a distancia, que é uma idéia ótima, porem, as pessoas não estão prontas pra ensinarem a distancia e nem aprenderem a distancia, e não falo isso sem conhecimento, falo isso por conhecer alguém que esta passando por isso, é uma pessoa inteligente, porém o esforço pra estudar, sem uma cobrança de uma presença autoritária que existe em sala de aula, acaba que se volta para outras coisas mais “interessantes” que não faça tanto esforço para a mente.
Como diria Lulu Santos “e assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade” e com a Internet ninguém caminha mais, navega nesse mundo de sonhos que a Internet proporciona.
Para de ler essa baboseira e vai ler um livro!
Por Ana Vitoria Gaspar

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Não perca tempo


Pare de procrastinar! Você deve estar se perguntando que palavra é essa, não é mesmo? Apesar de soar estranho aos seus ouvidos, tenho certeza que você vive colocando esse verbo em ação. Pois bem, esse termo vem do latim: pro(adiante) crastinus(amanhã), ou seja, adiar, demorar, deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Mas porque fazemos isso com tanta frequência?

Por exemplo, a calmaria deste blog, seria devido, realmente a correria do dia a dia, a falta de tempo ou a procrastinação? Bem no meu caso é devido à procrastinação, pois tenho vários textos ainda por fazer, várias idéias na cabeça, as quais sempre prefiro deixar para amanhã para serem expostas aqui, com a pretensão de surgirem novas idéias. Isso é só uma desculpa para mim mesma. Pois há tempos que não posto nada. Porém, esse amanhã demorou mas chegou e estou aqui...

O ato de protelar não é uma boa escolha. Pois a vida é feita de prazos, a todo o momento somos cobrados a fazer as coisas, cumprir horários e não há tempo para procrastinar. Ainda mais na minha futura profissão, onde terei que trabalhar com os famosos "deadlines", traduzidos ao pé da letra, linha da morte. E neste caso, procrastinar é quase que impossível.

Enfim, não basta só ficar na teoria temos que por em prática e parar de procrastinar. Pois como já dizia Cazuza “o tempo não para”, logo a vida também não. Por isso não deixe para amanhã o que você poderia fazer hoje. Mova-se, mexa-se, seja mais produtivo e vá fazer aquilo que você deixou pra depois, quando veio ler este post.

Por Rafaelle Monteiro

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É esse tal de sentimento mesquinho

Esse final de semana aprendi duas coisas importantes, que a vida é feita de pequenos momentos, não importando a grandeza ou se é bom. Outra foi sobre a inveja e é sobre ela que eu vou falar hoje, tudo que vai volta, e a inveja tem uma proporção sem tamanho que quando ela chega a você tem uma força, quando volta pra pessoa é em dobro.
Hoje à tarde eu vi essa dor em uma pessoa que diz ser amiga, mas é falsa como uma nota de R$3,00, essa pessoa jogou tanta coisa ruim, quis imitar, quis fazer alvoroço com algo que não era dela, que hoje veio em dobro [estou sendo modesta].
Mas porque perder meu tempo falando sobre essa pessoa ruim pra mim? Porque eu não estou com pena dela, porque ela não foi nem será a primeira, porque a revolta que eu sinto hoje passou. Perguntaram se eu sinto pena dessa pessoa? Respondi que não, e você vai se perguntar se eu sou ruim, não eu não sou ruim, apenas aprendi que pena a gente tem que ter, que plantou o bem e por alguma razão não deu nada certo.
O que de fato realmente importa nessa vida, são as coisas que plantamos e cultivamos, e como já dizia uma música ‘então não me conte os seus problemas, hoje eu quero paz e quero amor’ então cada um que tome conta daquilo que anda fazendo, e não entregue os seus problemas as outras pessoas, não faça de ninguém o muro das lamentações e nem seja o de ninguém, porque geralmente aquele que te faz de ‘murinho’ amanha irá falar de você e acredite não serão coisas boas.
Esse foi só o meu desabafo, não quero mais escrever sobre esse assunto, estou de alma lavada.
Por Ana Vitoria Gaspar

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Há tempos que não escrevo no blog, há tempos que as meninas também não postam. Falta de criatividade? Sei lá, talvez muitas tarefas.
Mas hoje vou escrever sobre algo que todos torceram e aconteceu, o Rio vai sediar os jogos olimpicos de 2016, honestamente isso só vai interferir na vida de quem for participar dos jogos, nesse momento esta acontecendo uma festa em Copacabana em comemoração, mas e daí? A cidade vai ficar cheia de gringos, o policiamento na epoca dos jogos vai ser de 100% no local das competições e nas vilas olimpicas, aqui perto de casa tenho certeza que não vou ver metade desses jogos, só pela televisão mesmo se eu tiver tempo para assistir, espero eu em 2016 ser uma pessoa bastante ocupada, escrevendo minhas besteiras para jornais famosos (kkkkkkkkkkkkkk).
A mesma história do pan, vai se repetir nas olimpiadas, as melhorias só na epoca dos jogos, e depois? Assalto um atras do outro, cracolandia se formando uma em cada canto do Rio. Alguém sendo preso por isso? Não. Punição para essas coisas? Não. Antes de viver de aparencia para o mundo lá fora, deveria olhar aqui para dentro e ver o que de fato acontece na cidade maravilhosa, de cima ta tudo muito lindo, mas olha de perto ta tudo muito feio.
Não pense vocês que eu não gosto dessa cidade, pelo contrario, já morei 4 anos em outro Estado e sei como é dificil viver longe daqui, sei como da saudade, mas também já fui assaltada 2 vezes, fiquei perto de um tiroteio, entre outras coisas e hoje ando na minha terra com medo e assustada sem saber o que pode acontecer comigo na rua.

Por Ana Vitoria Gaspar

domingo, 23 de agosto de 2009

Entrando no clima de volta as aulas...


Jornalismo: a melhor profissão do mundo.

"Há uns cinqüenta anos não estavam na moda escolas de jornalismo. Aprendia-se nas redações, nas oficinas, no botequim do outro lado da rua, nas noitadas de sexta-feira. O jornal todo era uma fábrica que formava e informava sem equívocos e gerava opinião num ambiente de participação no qual a moral era conservada em seu lugar.
Não haviam sido instituídas as reuniões de pauta, mas às cinco da tarde, sem convocação oficial, todo mundo fazia uma pausa para descansar das tensões do dia e confluía num lugar qualquer da redação para tomar café. Era uma tertúlia aberta em que se discutiam a quente os temas de cada seção e se davam os toques finais na edição do dia seguinte. Os que não aprendiam naquelas cátedras ambulantes e apaixonadas de vinte e quatro horas diárias, ou os que se aborreciam de tanto falar da mesma coisa, era porque queriam ou acreditavam ser jornalistas, mas na realidade não o eram.
O jornal cabia então em três grandes seções: notícias, crônicas e reportagens, e notas editoriais. A seção mais delicada e de grande prestígio era a editorial. O cargo mais desvalido era o de repórter, que tinha ao mesmo tempo a conotação de aprendiz e de ajudante de pedreiro. O tempo e a profissão mesma demonstraram que o sistema nervoso do jornalismo circula na realidade em sentido contrário. Dou fé: aos 19 anos, sendo o pior dos estudantes de direito, comecei minha carreira como redator de notas editoriais e fui subindo pouco a pouco e com muito trabalho pelos degraus das diferentes seções, até o nível máximo de repórter raso.
A prática da profissão, ela própria, impunha a necessidade de se formar uma base cultural, e o ambiente de trabalho se encarregava de incentivar essa formação. A leitura era um vício profissional. Os autodidatas costumam ser ávidos e rápidos, e os daquele tempo o fomos de sobra para seguir abrindo caminho na vida para a melhor profissão do mundo - como nós a chamávamos. Alberto Lleras Camargo, que foi sempre jornalista e duas vezes presidente da Colômbia, não tinha sequer o curso secundário.
A criação posterior de escolas de jornalismo foi uma reação escolástica contra o fato consumado de que o ofício carecia de respaldo acadêmico. Agora as escolas existem não apenas para a imprensa escrita como para todos os meios inventados e por inventar. Mas em sua expansão varreram até o nome humilde que o ofício teve desde suas origens no século XV, e que agora não é mais jornalismo, mas Ciências da Comunicação ou Comunicação Social.
O resultado não é, em geral, alentador. Os jovens que saem desiludidos das escolas, com a vida pela frente, parecem desvinculados da realidade e de seus problemas vitais, e um afã de protagonismo prima sobre a vocação e as aptidões naturais. E em especial sobre as duas condições mais importantes: a criatividade e a prática.
Em sua maioria, os formados chegam com deficiências flagrantes, têm graves problemas de gramática e ortografia, e dificuldades para uma compreensão reflexiva dos textos. Alguns se gabam de poder ler de trás para frente um documento secreto no gabinete de um ministro, de gravar diálogos fortuitos sem prevenir o interlocutor, ou de usar como notícia uma conversa que de antemão se combinara confidencial.
O mais grave é que tais atentados contra a ética obedecem a uma noção intrépida da profissão, assumida conscientemente e orgulhosamente fundada na sacralização do furo a qualquer preço e acima de tudo. Seus autores não se comovem com a premissa de que a melhor notícia nem sempre é a que se dá primeiro, mas muitas vezes a que se dá melhor. Alguns, conscientes de suas deficiências, sentem-se fraudados pela faculdade onde estudaram e não lhes treme a voz quando culpam seus professores por não lhes terem inculcado as virtudes que agora lhes são requeridas, especialmente a curiosidade pela vida.
É certo que tais críticas valem para a educação geral, pervertida pela massificação de escolas que seguem a linha viciada do informativo ao invés do formativo. Mas no caso específico do jornalismo parece que, além disso, a profissão não conseguiu evoluir com a mesma velocidade que seus instrumentos e os jornalistas se extraviaram no labirinto de uma tecnologia disparada sem controle em direção ao futuro.
Quer dizer: as empresas empenharam-se a fundo na concorrência feroz da modernização material e deixaram para depois a formação de sua infantaria e os mecanismos de participação que no passado fortaleciam o espírito profissional. As redações são laboratórios assépticos para navegantes solitários, onde parece mais fácil comunicar-se com os fenômenos siderais do que com o coração dos leitores. A desumanização é galopante.
Não é fácil aceitar que o esplendor tecnológico e a vertigem das comunicações, que tanto desejávamos em nossos tempos, tenham servido para antecipar e agravar a agonia cotidiana do horário de fechamento.
Os principiantes queixam-se de que os editores lhes concedem três horas para uma tarefa que na hora da verdade é impossível em menos de seis, que lhes encomendam material para duas colunas e na hora da verdade lhes concedem apenas meia coluna, e no pânico do fechamento ninguém tem tempo nem ânimo para lhes explicar por que, e menos ainda para lhes dizer uma palavra de consolo.
"Nem sequer nos repreendem", diz um repórter novato ansioso por ter comunicação direta com seus chefes. Nada: o editor, que antes era um paizão sábio e compassivo, mal tem forças e tempo para sobreviver ele mesmo ao cativeiro da tecnologia.
A pressa e a restrição de espaço, creio, minimizaram a reportagem, que sempre tivemos na conta de gênero mais brilhante, mas que é também o que requer mais tempo, mais investigação, mais reflexão e um domínio certeiro da arte de escrever. É, na realidade, a reconstituição minuciosa e verídica do fato. Quer dizer: a notícia completa, tal como sucedeu na realidade, para que o leitor a conheça como se tivesse estado no local dos acontecimentos.
O gravador é culpado pela glorificação viciosa da entrevista. O rádio e a televisão, por sua própria natureza, converteram-na em gênero supremo, mas também a imprensa escrita parece compartilhar a idéia equivocada de que a voz da verdade não é tanto a do jornalista que viu como a do entrevistado que declarou. Para muitos redatores de jornais, a transcrição é a prova de fogo: confundem o som das palavras, tropeçam na semântica, naufragam na ortografia e morrem de enfarte com a sintaxe.
Talvez a solução seja voltar ao velho bloco de anotações, para que o jornalista vá editando com sua inteligência à medida que escuta, e restitua o gravador a sua categoria verdadeira, que é a de testemunho inquestionável. De todo modo, é um consolo supor que muitas das transgressões da ética, e outras tantas que aviltam e envergonham o jornalismo de hoje, nem sempre se devem à imoralidade, mas igualmente à falta de domínio do ofício.
Talvez a desgraça das faculdades de Comunicação Social seja ensinar muitas coisas úteis para a profissão, porém muito pouco da profissão propriamente dita. Claro que devem persistir em seus programas humanísticos, embora menos ambiciosos e peremptórios, para ajudar a constituir a base cultural que os alunos não trazem do curso secundário.
Entretanto, toda a formação deve se sustentar em três vigas mestras: a prioridade das aptidões e das vocações, a certeza de que a investigação não é uma especialidade dentro da profissão, mas que todo jornalismo deve ser investigativo por definição, e a consciência de que a ética não é uma condição ocasional, e sim que deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.
O objetivo final deveria ser o retorno ao sistema primário de ensino em oficinas práticas formadas por pequenos grupos, com um aproveitamento crítico das experiências históricas, e em seu marco original de serviço público. Quer dizer: resgatar para a aprendizagem o espírito de tertúlia das cinco da tarde.
Um grupo de jornalistas independentes estamos tratando de fazê-lo, em Cartagena de Indias, para toda a América Latina, com um sistema de oficinas experimentais e itinerantes que leva o nome nada modesto de Fundação do Novo Jornalismo Ibero-Americano. É uma experiência piloto com jornalistas novos para trabalhar em alguma especialidade - reportagem, edição, entrevistas de rádio e televisão e tantas outras - sob a direção de um veterano da profissão."
A mídia faria bem em apoiar essa operação de resgate. Seja em suas redações, seja com cenários construídos intencionalmente, como os simuladores aéreos que reproduzem todos os incidentes de vôo, para que os estudantes aprendam a lidar com desastres antes que os encontrem de verdade atravessados em seu caminho. Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade.
Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."

Gabriel García Márquez.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

analisando (por Mariana Debarba)


Algumas pessoas não deveriam morrer. Ou que, pelo menos vivessem muito tempo, tanto tempo que já tivessem feito tudo de bom que pudessem e mais um pouco. Eu sei que todos têm os mesmos direitos, e que se a pessoa foi embora é pq aos olhos de Deus já tinha cumprido sua missão aqui na Terra. Se alguém não pensa desse modo, me desculpe, mas é que às vezes canso de ser imparcial. Voltando ao assunto, esse mundo precisa de pessoas boas e quando essas se vão, eu fico pensando onde nós vamos parar. Esse mundo ainda tem jeito? Se as pessoas boas são perseguidas, caluniadas, difamadas e trapaceadas, o que mais falta acontecer? Eu sei que desde que o mundo é mundo há a maldade, porém não posso deixar de assumir que alguém que faz o bem a um número considerável de pessoas e apóia grandes causas sem muitas divulgações, merece respeito. Independente do que faça com o seu cabelo ou com quem tenha se casado.
As pessoas constantemente julgam, mas não são capazes de aceitar julgamento. Elas estão preocupadas em analisar a vida alheia, esquecem que também falham e que todos tem seu ponto fraco. Querem expor o próprio ponto de vista, mas não estão dispostas a ouvir o do outro e entender porque ele chegou àquela conclusão. Acreditam no que as convém e querem sempre que o próximo compartilhe da mesma idéia, mas pontos de visões diferentes existem e experiências também.
MAS como toda regra tem sua exceção, ainda existem pessoas que são compreensivas. Porém eu quero dividir com vocês uma pergunta: compreensão demais também cansa? No momento que você cai em si, percebe o rumo que sua vida tomou e que não está satisfeito com algumas coisas, é realmente a hora de fazer algo para mudar? Largar de mão? Ás vezes acredito que, sinto tanta falta de não sentir falta, que prefiro surtar, ser egoísta. É sentir tanta falta que a falta já vira hábito e você já não sente mais falta de alguma coisa ou alguém. É cansar de querer não sentir mais falta e poder tapar os buracos que a falta ocupou. Não queria confundir que está lendo, nem repetir tanto essa palavra “falta”, mas é inevitável. Ás vezes é tanta falta, que falta imaginação para pensar o que pode acontecer ou o que provavelmente acontecerá quando a falta for embora. Ela se aconchegou e fez de mim seu ninho.
Tem uma música que fala um pouco disso: “Falta tanta coisa na minha janela, como uma praia. Falta tanta coisa na memória, como o rosto dela. Falta tanto tempo no relógio, quanto uma semana. Sobra tanta falta de paciência, que me desespero. Sobram tantas meias-verdades, que guardo pra mim mesmo. Sobram tantos medos, que nem me protejo mais. Sobra tanto espaço dentro do abraço. Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo. Sei lá, se o que me deu foi dado. Sei lá, se o que me deu já é meu. Sei lá, se o que me deu foi dado ou se é seu”.


Isso passa. Eu domino meus sonhos e sentir falta de algo que DESEJAMOS é a prova que aquilo um dia vai ser seu. Se você quiser, é claro.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Frustração

As crianças são o alvo da publicidade, pois as mesmas não têm a capacidade de discernimento, para poder distinguir o poder persuasão que há em uma simples e “ingênua” publicidade.

Quando crianças, através das incessantes propagandas, somos instigados a desejar tal objeto, entretanto, nem sempre nossos pais tem condições para comprar, e com isso ficamos frustrados por não ter determinado brinquedo, e crescemos com aquilo em nosso inconsciente.

Ao chegar na fase adulta e com esforço de seu trabalho, você consegue obter sua independência financeira e acha que com isso poderá ter tudo aquilo que você almejava quando criança, entretanto, as coisas já não são como antes, mais você parece não enxergar, pois ao atingir tal “posição” surgem outros valores, como responsabilidades e prioridades, e que às vezes são ignorados, e o que tem mais importância é aquele vídeo game de seus sonhos.

E é a partir dessa frustração, que quando temos a possibilidade de conseguir tal “objeto”, às vezes deixamos de lado nossas responsabilidades e prioridades. Mas não é sempre podemos ter aquilo na hora que desejamos, mas não é por isso que vamos bancar o “coitadinho” e nem se sentir um “merda” perante os outros, pelo fato de que a vida não lhe deu tais oportunidades, o que devemos fazer é correr atrás de nossos objetivos, batalhar sempre, para que consigamos tudo que tanto queremos e nunca desistir mesmo que haja obstáculos em nosso caminho.


O importante não é o ter, e sim o ser... Pense nisso.



By: Rafaelle Monteiro

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Relacionamento em crise?

Se um relacionamento não anda bem, o melhor a se fazer é ter uma boa conversa, e se ainda assim não obter nenhum resultado e melhor terminar do que ficar empurrando com a barriga, fingindo que está tudo bem.

Na minha concepção quando assumimos um relacionamento sério com alguém, seja ele namoro ou casamento, esperamos que sejamos fiéis um para com o outro, respeitados, compreendidos, e acima de tudo amados. Entretanto, o que podemos ver hoje em dia, são pessoas que não estão “nem aí” com o sentimento dos outros, e adotam como uma filosofia de vida o seguinte ditado: O que os olhos não vêem o coração não sente, partindo desse pressuposto vocês já imaginam do que eu estou falando. E ainda tem a audácia de falar que fazem tal coisa porque querem aproveitar a vida, querem ter outras experiências, para poder ter certeza, de que está com pessoa certa... Mas, oras, se queres aproveitar a vida, curtir novas experiências, até achar a “pessoa certa”, ou se já está de “saco cheio” e melhor que fique solteiro(a), ou que tenha um relacionamento aberto.

Por mais que sua relação esteja desgastada isso não é desculpa, o certo é não iludir a outra pessoa, pois hoje você a faz com o seu “brinquedo”, amanha você pode estar nesta posição e não terá o direito de reclamar. Não faça com o outro, aquilo que não queremos que façam conosco.

Eu acho que quando temos uma pessoa que nos completa em todos os sentidos, não precisamos sair por aí, ou por uma eventualidade qualquer, ficar com outro alguém, afinal o mais interessante não é sair ficando com ”geral”, mas sim, ter ao nosso lado alguém que nos dará amor incondicional sem exigir nada em troca, ter alguém que vai cuidar de você, que vai telefonar só pra dizer bom dia, ter um colo em que possamos chorar, uma mão para enxugar nossas lágrimas, pois é sempre bom ter a nosso lado pessoas que amamos, que nos fazem bem, que tem algo de bom para nos acrescentar. O ser humano tem a necessidade de sempre ter alguém do seu lado para lhe dar amor, carinho, atenção, mesmo aqueles mais turrões, que dizem que amar é bobagem, mas quem pensa assim, é por que nunca amou verdadeiramente.

Obs: Creio que esta carapuça lhe servirá, apesar de não concordar com essa atitude, conte comigo sempre, e saiba que eu gosto muito de ti.



Por Rafaelle Monteiro *-*

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amizade


Esse post dedico a todos os meus amigos. Vocês são os melhores amigos do mundo. Se hoje sou o que sou, foi porque cada um de vocês, que passou pela minha vida, contribuiu para minha formação como pessoa. Tenho ciência de que não tenho o mesmo contato de antes com alguns de vocês, porém podem ter certeza que jamais serão esquecidos. Amigos de verdade nunca dizem adeus, apenas trilham caminhos diferentes. A amizade é uma virtude, uma dádiva. Os amigos são peças preciosas, são nossa segunda família, a qual, Deus nos permite encontrar e escolher no decorrer de nossas vidas, para que assim possamos dividir momentos de alegrias, tristezas, sabedoria, angústias, felicidades... São esses momentos simples da vida, que aprendemos coisas incríveis, as quais levaremos para sempre. Só quero que saibam, que cada um vocês tem um lugarzinho em meu coração. Estarei sempre aqui para estender a mão quando for preciso, emprestar um ombro amigo, dar conselhos, puxões de orelha quando for necessário... Enfim eu só tenho a agradecer a Deus e a todos vocês. Valeu por vocês existirem, amigos.

Aos meus amigos

Certas coisas não se explicam, simplesmente acontecem. E quando você vê, já foi! Rápido como um piscar de olhos. Dias que não voltarão, sorrisos que não mais iguais serão, evolução. Outros sorrisos se abrirão, mais felizes [talvez], mas nunca iguais. Pessoas entram em nossas vidas quase todos os dias, mas não são todas que permanecem mesmo depois que se vão. Para aquelas pessoas que distantes estão e mesmo assim me lembro com grande gratidão [mesmo que eu não telefone, não procure] tenho que deixar bem claro que tudo valeu a pena, que foi incrível e nunca vou me esquecer. É porque já conseguiram deixar a grande marca da felicidade em meu coração. Não é por ingratidão. Amo Todos vocês que conseguiram um lugarzinho mais que especial no meu coração, mesmo que agora não seja como antes [o antes já foi o suficiente para ser eterno]. Não me arrependo de ter usado tanto o meu tempo com vocês!!!!



Por Rafaelle Monteiro *-*

quinta-feira, 18 de junho de 2009

amor. (POR MARIANA DEBARBA)

Não estou aqui para definir tal sentimento, muito menos perguntar o que as pessoas acreditam que ele seja (até pq esse assunto rende muitos outros textos). Apenas queria expressar o que sinto e, mostrar o que eu penso ser o elo mais importante ligando essas três meninas do blog: o amor.
Poderia ser pela profissão que escolhemos, pelos estudos, idéias que compartilhamos, conversas especiais que tivemos ou momentos que acreditamos ser únicos. Mas não é somente isso, vai além...
É o dar que nunca havíamos dado, falar e sentir por alguém o que nunca havíamos falado e sentido. É entender tudo o que passou e perceber que já passou e não era exatamente como acreditamos que fosse. É acreditar na renovação causada pelo sentimento, como um divisor de águas, uma nova fase que se inicia e vem para purificar toda a alma, dividir e causar paixão.
As palavras que compartilhamos são as mesmas, pois o sentimento é o mesmo. O sentimento que dura a eternidade, a minha eternidade. Eu quero acreditar nas minhas verdades, pois são elas que sustentam meus sonhos e vencem meus medos.
Gostaria que esse post não alcançasse outras definições, além daquela que tenho como objetivo... Gostaria que quem o lesse, entendesse bem o recado que estou passando.
Depois dos ‘grandes momentos’, nos olhamos e sabemos que algo diferente aconteceu, mesmo que ainda não tenhamos tocado no assunto. E quando uma faz algo previsível, mesmo antes dizendo que não faria, a outra zomba como se estivesse dizendo que o destino é uma coisa incrível mesmo.
Pois é, que dure sempre tudo isso que nós três compartilhamos e, toda vez que estejamos conversando, eu sinta a mesma coisa de sempre: cumplicidade, união, compreensão e companheirismo. O que está acontecendo em minha vida ultimamente, não serviu apenas para descobrir o meu amor, mas para perceber a infinidade de sentimentos peculiares que nos rondam. Quando dividem comigo o que sentem e o que vêem, me ajudam a perder o medo de arriscar e, as dúvidas ficam miúdas, pois mesmo sabendo que pode dar errado, “preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer”. (Luis Fernando Veríssimo).

Como a Rafa lembrou e a Ana concorda: para nós, todo o amor do mundo! E o nosso amor é o maior, sim... Nós queremos que seja!
Agora um poema que, para quem ainda não entendeu o que escrevi, deixa tudo mais objetivo. Sem destinatário claro, “deixo assim ficar subentendido...”. Contraditório ou não, conseguindo ou não, tentei com palavras colocar aqui o que estava preso em meu peito.

Soneto Do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... não cante o humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante e te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente de um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente .

E de te amar assim, muito e amiúde é que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinícius de Moraes)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

imagem



"Você deve ser o exemplo da mudança que deseja ver no mundo" Gandhi


"A questão mais política do momento é a espiritual. Se você resolver esse lado, se acreditar que bondade é ter coragem, que disciplina é liberdade, e compaixão é fortaleza, todo o resto vai se resolver... Nós não temos o nosso lado espiritual resolvido. Se tivessémos, não estariamos fazendo rock´n´roll. Para fazer a capa do disco As Quatro Estações, sabemos que cortaram uma árvore e tiraram a celulose. Se estivessemos realmente no caminho da iluminação, não precisávamos falar as coisas. Estávamos vivendo. Estaríamos trabalhando junto aos aidéticos ou com os menores abandonados. Mas eu ainda não tenho força para fazer isso - não sei nem se, algum dia, vou chegar a ter. Mas pelo menos, já chegamos ao ponto de perceber as questões e tentar passá-las adiante. Nós temos a oportunidade de usar os meios de comunicação". (Renato Russo, declaração de 1990)


(By M. Debarba)

sábado, 6 de junho de 2009

Crise dos novos tempos

No tempo de nossos avós, essa questão de personalidade, era algo invariável, ou seja, se você era de um jeito, consequentemente iria morrer desse jeito. Porém, os valores naquela época eram mais sólidos e se caso viesse a cogitar uma "dupla personalidade", questionava-se até o caráter desse indivíduo. Mas os tempos se passaram, e isso já quase não existe nos dias de hoje. O mundo está em constante evolução, e com isso valores são quebrados constantemente, e os pilares que sustentavam esses valores vão se esfacelando com o decorrer do tempo.

Hoje em dia, é comum nos deparamos com pessoas com múltiplas personalidades, até porque o meio em que vivemos atualmente exige esse certo desdobramento da nossa parte a todo instante. E em contrapartida temos cada vez mais pessoas que passam por Crises de identidade, porque elas por se dividirem em várias, acabam perdendo a sua essência e a noção de quem elas realmente são, e há aqueles que lucram com tudo isso. Mas como já estamos cansados de saber, vivemos num mundo capitalista, onde tudo gira em torno do dinheiro, e para alimentar esse capitalismo nada melhor que alicerce de peso A Mídia, pois é a partir dessa base bem estruturada que esse capitalismo cresce e se fortifica.

A mídia juntamente com a Publicidade tem como finalidade ser um estímulo reforçador, ou seja, é aquela que sempre vai enfatizar o quanto é necessário você obter um determinado produto, para suprir as suas diversas necessidades e também meio que inconscientemente afirmará que você precisa ter várias personalidades e com isso lançará sempre novos produtos para as suas diversas personalidades, verdadeiros Kits de personalidades.

Com a constante evolução da humanidade as diversas crises só tendem a crescer, hoje é a famosa “Crise de identidade” que nos assombra e amanhã qual será?

Por Rafaelle Monteiro

sem nome, ainda =/

Ontem dia cinco de junho véspera do meu aniversário, assisti um filme que fala exatamente do ciclo da vida, O estranho caso de Benjamin Buton, e a história de um cara que já nasceu velho do tamanho de um bebê e ele vai crescendo velho ate ficar novo e morrer uma criança de colo.
Como esse nosso ciclo de vida é fascinante você começa necessitando das pessoas e morre da mesma forma, precisamos sempre de alguém ali do nosso lado. Hoje completando meus 21 anos sinto que se tivesse começado velha a minha juventude seria com sabedoria e chata e as incosequências não teriam existido e nem as lições teriam sido aprendidas.
A vida é sabia começou pelo lugar certo, para não ter erro, e quando a velhice chegar seremos sábios e experientes e poderemos ensinar os nossos erros parar outras pessoas ou não.
Quando tinha 15 anos só existiam duas coisas que realmente me importavam, fazer 18 anos e sair das casas dos meus pais, hoje completando 21 vejo que as casas dos meus pais é o melhor lugar do mundo, mesmo com as brigas, mesmo com as regras deles, um dia eu vou sair daqui, mas hoje já não tenho tanta pressa pra isso, quando chegar à hora, será a hora.
Ficar velha nunca me assustou acho que sempre vi isso como um presente, cada aniversário é um marco de que eu aprendi, que cresci, que ensinei alguma coisa. É uma nova fase, são novas coisas, e isso sim que me encanta, o eterno aprendizado que temos diante da vida, as pessoas tem medo disso, vai ver elas tem medo do que o novo possa trazer, mas o novo é importante, eu gosto disso, gosto de amigos novos, gosto que eles se tornem importante para mim, gosto de saber da vida deles, o que eles sabem, as pessoas são fascinantes cada um tem sua história e eu gosto de fazer parte da história delas e gostam que elas façam parte da minha. O velho sempre acaba enjoando por isso a renovação é importante. Ontem escutei algo do meu pai que achei lindo “o mês de junho é o mês da renovação, por isso você e a sua irmã são dois presentes na minha vida”, e nossa fiquei pensei nisso, vai ver seja por isso que a renovação para mim seja tão importante.
Fazer algo novo todo dia pode ser difícil, pode assustar, mas tentem, vocês vão ver como estarão novos a cada dia que passar, e não velho. E o “quartinho rosa” de vocês pode sim fazer parte do mundo novo de vocês, use-o como refugio e não como um mundo à parte.
Feliz aniversário para mim =P.

Um minitexto sobre mim e o meu signo.
"Sou duas pessoas dentro de uma só.
Sempre fico em dúvida entre dourado ou prateado.
Salto-alto ou rasteirinha se corre ou se ando,
Se durmo ou se vou dançar. Mas não é que sou indecisa,
Gosto de esgotar as possibilidades. Amo por duas, desejo por duas,
Me estresso por duas, sou geminiana, cúmplice de mim mesma”

Post by Ana Vitoria Gaspar

quinta-feira, 4 de junho de 2009

memórias presentes.


Hoje eu gostaria de fazer um post em homenagem ao avô de uma amiga. Sexta-feira, dia 29 de maio, fui com três amigos almoçar na casa do avô de um deles e justamente meus olhos ao observar toda aquela cena, pareciam resgatar em alguma parte da minha memória algo que nunca me aconteceu, mas eu imagino sempre que seria daquele jeito. Meu avô faleceu dia 25 de dezembro de 1996 e sempre que falo dele, procuro tentar explicar tudo o que ele foi para mim, mas parece que não consigo. Não sei se por não ser objetiva o bastante, ou se o meu ouvinte nunca viveu aquilo, então não consegue imaginar. Quando somos crianças, nosso amor pelos pais é incondicional... Para mim ele não tinha defeitos, e ainda não os tem, devido o fato de eu ter 9 anos quando ele partiu. Foi meu pai, meu avô e muito mais.
Naquela tarde de sexta, eu presenciei um momento que pensei jamais viver, foi MUITO importante para mim. Meu avô também receberia meus amigos, falaria do que viveu há 50anos atrás, sentaria a mesa conosco e exatamente do mesmo jeito que o avô dessa minha amiga, teria completa razão no que diz... Os avôs sempre sabem o que dizem, mesmo que pareçam errados. Acredito que seja a idade avançada que dá uma sensação de experiência para quem os ouve. As coisas que imagino também poderiam não acontecer... É esse vazio que ficou, que me deixa com a imaginação voando alto e a impossibilidade de saber o que realmente poderia ter acontecido. Um sentimento que não pára, uma vontade de falar: "colegas, amem seus vovôs, eles tem tanto a ensinar e muito carinho para te dar".
Sei que às vezes fico em falta com a minha vó, mas infelizmente é muito difícil conviver com uma pessoa que também é difícil, diferente de você. Alguém que pode ser ajudada, mas pode não querer te ouvir. Minha mãe já contou algumas coisas que possivelmente seriam defeitos do meu avô, afinal era um gaúcho muito turrão e persistente, até me lembro quando me ensinou a tabuada: fiquei tão nervosa com a falta de paciência dele que quase fiz xixi nas calças. Mesmo assim, sei que quando eu estivesse estudando sobre o golpe militar, ele me falaria tudo sobre a censura no período da ditadura. Sei também que quando olhasse meu irmão vestido de gaúchinho ficaria apaixonado e eu poderia mostrar para ele todas as músicas pego na internet e ouço, e que ele gostava muito. Enfim, sem tristeza, fica só a saudade de alguém que em 9 anos me deu tudo o que tinha e vai durar para minha vida inteira. Até o fim, vivo o meu avô no avô dos outros quando ocorrer momentos inusitados como esses ou curto minhas memórias imaginárias!

Amigos, amo vocês.

(POST BY MARIANA DEBARBA)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Liberdade.

Os pais dizem que criam seus filhos para o mundo, entretanto não é assim que a banda toca, pelo menos comigo! Quando eu era pequena sempre ouvi minha mãe dizer que quando eu crescesse eu poderia sair e ir para onde eu quisesse, e eu ria da minha prima, pois minha tia não deixava ela sair. Pois bem o tempo passou, e hoje estou aqui. E você acha que eu saio pra onde eu quero? Rs bem que eu queria maas MINHA MÃE NÃO DEIXA. É engraçado, pois a mesma falava que assim que eu tivesse idade, eu poderia ir pra onde eu quisesse. Eu já estou com 18 anos e não mudou nada, continuo submissa e tendo que aceitar aquilo que é imposto pelos meus pais. Teria eu, uma parcela de culpa nisso tudo, por não impor as minhas vontades? Acredito ter sim uma “parcela” de culpa nisso, pois na maioria das vezes que me eles me impõe algo, acabo aceitando sem ao menos questionar. Mas ao passar por esse período da faculdade pude aprimorar meu senso crítico diante dos mais diversos assuntos, aprendi que não devemos aceitar as coisas que nos são impostas, somente porque é de interesse da maioria. Temos que expor aquilo que realmente queremos para nós, mesmo sabendo que corremos o risco de errar. Eu to tentando mudar aos poucos, sei que não é fácil, pois qualquer mudança na vida de uma pessoa passa por um longo processo de aprendizagem e adaptação, pois não é algo que acontece da noite para o dia. Entretanto se pararmos para pensar podemos chegar a conclusão, de que a liberdade que tanto queremos é uma ilusão, pois por mais que você venha a conquistar a sua tão sonhada “liberdade” você sempre terá que se comportar de uma determinada maneira em um dado lugar ou obedecer a alguma regra, logo conclui-se que você não é um ser totalmente livre. A liberdade nada mais é que um sonho, que todos desejam realizar, porém ao concretizar alguns acabam se frustrando, pois com a liberdade vem a responsabilidade e quando isso é atingindo não podemos voltar atrás.


*Por Rafaelle Monteiro

quarta-feira, 27 de maio de 2009

nãosei.

Hoje eu percebi que realmente não seguro o meu tempo. Como se tudo a minha volta precisasse estar constantemente reciclado, para que eu esteja sempre atualizada comigo e com o mundo. Não consigo regular e controlar as coisas, tudo parece se renovar a cada segundo... É como se TUDO precisasse de uma constante manutenção. Não falo como comunicadora, fala como ser humano, como imposição da sociedade. A vida parece escapar de nossas mãos, portanto devemos tirar dela somente aquilo tudo de mais proveitoso. "Somente aquilo tudo"... Estranho, né? É que o tudo parece tão limitado, tão invisível, que escapa daqueles que insistem em achar tudo tão complexo e difícil de se fazer e viver. Afinal, a vida significa o que? Nada. Tudo o que fazemos, sentimos, desejamos, acreditamos, amamos, sonhamos, vivenciamos, praticamos... Tudo isso passa. Mesmo que tenhamos que esperar a morte para ver que exatamente isso tudo foi embora de verdade e só durou enquanto estávamos aqui. Aí surgem novas vidas para fazer parte desse ciclo. O que é eterno?

Estou me sentindo mais solitária do que nunca. Não uma solidão de amigos e amores, mas uma solidão ligada a individualidade, liberdade. PARECE que assim eu posso me controlar. Quando eu possuo minha própria emancipação(digo assim pq nem sempre ela caminha comigo), consigo sofrer menos e enxergar algum caminho que me faça esquecer das preocupações.

Para finalizar, uma música...

"Você que só ganha pra juntar, o que é que há, diz pra mim, o que é que há? Você vai ver um dia em que fria você vai entrar. Por cima uma laje, embaixo a escuridão, é fogo, irmão! É fogo, irmão!
[Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo... E você com todo o seu baú, vai ficar por lá na mais total solidão, pensando à beça que não levou nada do que juntou: só seu terno de cerimônia. Que fossa, hein, meu chapa, que fossa...]
Você que não pára pra pensar que o tempo é curto e não pára de passar, você vai ver um dia, que remorso!
Como é bom parar, ver um sol se pôr, ou ver um sol raiar e desligar, e desligar.
[Mas você, que esperança... Bolsa, títulos, capital de giro, public relations (e tome gravata!), protocolos, comendas, caviar, champanhe (e tome gravata!), o amor sem paixão, o corpo sem alma, o pensamento sem espírito (e tome gravata!) e lá um belo dia, o enfarte; ou, pior ainda, o psiquiatra.]
Você que só faz usufruir e tem mulher pra usar ou pra exibir, você vai ver um dia em que toca você foi bulir! A mulher foi feita pro amor e pro perdão, cai nessa não, cai nessa não!
[Você, por exemplo, está aí com a boneca do seu lado, linda e chiquérrima, crente que é o amo e senhor do material. É, amigo, mas ela anda longe, perdida num mundo lírico e confuso, cheio de canções, aventura e magia. E você nem sequer toca a sua alma. É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas.
Você que não gosta de gostar pra não sofrer, não sorrir e não chorar, você vai ver um dia em que fria você vai entrar! Por cima uma laje, embaixo a escuridão, é fogo, irmão! É fogo, irmão!"
(Testamento - Vinicius de Moraes/Toquinho)


POST BY MARIANA DEBARBA

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Não funciona!




Quando será arrumado?


Por Ana Vitoria Gaspar

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Onde isso tudo vai parar?

Nós vivemos num mundo caótico atualmente, onde não sabemos se amanha estaremos aqui, para poder desfrutar de tudo de bom que a vida ainda tem para nos proporcionar. Por isso devemos aproveitar cada minuto de nossas vidas, como se fosse o último. Temos que viver intensamente o hoje, pois o amanha é incerto. É incrível como demoramos tanto tempo para nascer e podemos morrer numa fração de segundos. O mundo está um caos, entretanto não devemos nos deixar abater, precisamos ser fortes para enfrentar tudo isso.
Diante desses fatos, temos pessoas cada vez mais neuróticas, que tem medo de sair de casa pelo fato de achar que pode acontecer algo com elas. Isso é o resultado da Pós-Modernidade em que vivemos. Com isso surge a cada dia novas doenças, doenças estas que podemos chamar de “doenças da contemporaneidade”, que são as diversas síndromes das quais, estamos cansados de ouvir. Mas até quando isso vai continuar? Até quando pessoas assim como eu e você teremos de ficar em casa pelo fato de que a mãe não deixa sair por medo do que possa acontecer? Até quando teremos que nos sujeitar a isso tudo? Até que ponto as pessoas terão que deixar de se divertir com medo do que pode acontecer? E nossos filhos, terão que ter uma proteção mais reforçada que esta que nossos pais tem conosco hoje em dia? Será que eles saberão ter essa “coragem” que temos para poder enfrentar todo esse caos? Será que teremos que criá-los em bolhas enormes, da qual eles jamais poderão sair? Por que isso é fato, se hoje o mundo está do jeito que está e ninguém faz nada para mudar ou tentar reverter essa situação, amanha será bem pior.
A sociedade pós-moderna, só pensa em si e que se dane os outros, não querem saber se tem gente passando fome, se tem crianças se prostituindo, se tem gente matando, roubando para comprar drogas, para eles nada disso tem relevância, desde que isso não venha a fazer parte da sua realidade.
Teria a mídia uma parcela de culpa nisso tudo? Por mais que essa será a ferramenta principal do meu futuro trabalho, não serei hipócrita, é claro que a mídia tem grande parcela de culpa nisso tudo que está acontecendo, pois sempre exploram o sensacionalismo, pois sabe que o povo é atraído por esse tipo de “estilo jornalístico”, se é que se pode chamá-lo de estilo jornalístico. Por eles apelarem tanto pela violência, a população acaba ficando cada vez mais assustada e isso é uma das causas das diversas síndromes da contemporaneidade.
Porém como em tudo na nossa vida há prós e contras, e na profissão não seria diferente. Se cada jovem comunicador se dispusesse a tentar resgatar o verdadeiro jornalismo, creio que viveríamos num mundo melhor, mas para isso todos têm de ter essa consciência de usar o lugar de fala para fazer dele um bem para toda a humanidade. Afinal não falamos para somente uma ou duas pessoas, mais sim pra milhares delas,ou seja, para o mundo inteiro. Nós só queremos um mundo melhor, será que é pedir muito? Um mundo sem violência, sem desigualdades sociais, raciais, enfim um mundo justo para todos que vivem nele. Hoje sei que não posso fazer muita coisa, para tentar mudar algumas coisas, mas tenho fé que a minha futura profissão me ajudará a conscientizar as pessoas. Tornando-as melhores, é o que eu espero.




Por Rafaelle Monteiro